Nossos primeiros imigrantes foram diplomatas, médicos, engenheiros, cientistas, arquitetos, generais, professores etc., e todos estes foram fundamentais para a construção histórica, político-estratégica, militar, intelectual e cultural do Estado brasileiro, sobretudo a partir do início do século XIX, quando o Brasil se consolidava e se projetava internacionalmente (graças ao potencial germânico aproveitado na alta hierarquia). Mais tarde nossos germânicos se tornaram os melhores industriários e os melhores políticos e líderes de Estado, estadistas, do Brasil.
Hoje vamos ver um pouco de Theodor Alexander Josef Wiederspahn (1878-1952), um importante arquiteto, engenheiro e construtor do sul do Brasil. “Theo Wiederspahn”, como ficou conhecido, nasceu em Wiesbaden, na Alemanha, onde estudou, e veio ao Brasil em 1908 para a construção da Via Férrea do Rio Grande do Sul (entre Montenegro e Caxias do Sul). Este projeto não aconteceu, por complicações da parte brasileira, mas o arquiteto seguiu projetando e construindo muitos outros prédios dos mais importantes para os estados do sul do Brasil, sobretudo para as cidades de Porto Alegre, Novo Hamburgo e Cruz Alta no Rio Grande do Sul.
Wiederspahn se formou em Königliche Baugewerkschule, em Idestein, e na Alemanha já iniciou sua carreira ao construir um prédio para a firma de seu pai. Onze dela sobreviveram à Segunda Guerra Mundial e são hoje patrimônio histórico-cultural da Alemanha.
Em 1908 ele veio ao Brasil e se fixou em Porto Alegre, onde está a maioria de suas maiores obras. Trabalhou para o escritório de Engenharia Rudolf Ahrons e depois como profissional autônomo, e a partir de então se tornou um dos arquitetos mais importantes do Brasil e sobretudo da região de Porto Alegre. Fundou em 1914 a primeira Escola de Artes e Ofícios (Gewerkschule) e o primeiro Sindicato de Arquitetos e Construtores do Rio Grande do Sul.
Entre 1914 e 1918 tivemos a Primeira Guerra Mundial, o que gerou complicações para os descendentes de alemães no Brasil, que foram perseguidos e sabotados. Mesmo assim, Wiederspahn foi responsável pelas maiores obras do Rio Grande do Sul, devido à sua qualidade. Podemos citar as seguintes:
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Delegacia Fiscal da Receita Federal, hoje o Museu de Arte do Rio Grande do Sul |
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| Escola de Medicina (Famed) da UFRS, hoje UFRGS |
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| Correios e Telégrafos, hoje o Memorial do Rio Grande do Sul |
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| Prédio da antiga Previdência do Sul, hoje uma agência do Banco Safra |
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| Prédio da Cervejaria Bopp, hoje pertencente ao Shopping Total |
Apesar da enorme contribuição de Theo Wiederspahn para o Brasil, ele a vida toda sofreu tentativa de sabotagem por radicais do “Brasil luso-moreno” que buscavam rivalizar com e até mesmo destruir os povos germânicos. Como os germânicos sempre se destacaram, seja nas artes, na inteligência, nas obras públicas, nos negócios, os mestiços e os lusos sempre se sentiram vulneráveis diante do potencial germânico e passaram a trabalhar contra eles, minando, perseguindo, visando criar rupturas e destruir a unidade dos povos germânicos, além, claro, de impedir a todo custo que os germânicos pudessem trabalhar livremente e obtivessem o merecido sucesso. Theo Wiederspahn relatou algumas experiências desse tipo e afirmou que sempre esteve em uma “lista negra” no Brasil, entre aqueles expoentes que eram permanentemente sabotados e sofriam ataques no meio dos negócios e das relações políticas. Infelizmente, diferentemente do resto do mundo, no Brasil quem é superior e se destaca acaba perseguido e sabotado, indústrias germânicas sofrem falências misteriosas, artistas e políticos germânicos são silenciados; no Brasil, os germânicos só recebem aplausos se negarem e cuspirem em sua raça, em seu povo, renegarem sua família e sua tradição e condenarem sua gente à miséria e desunião – mas o povo germânico, se unido, é capaz de reverter esse destino e se tornar grande mesmo fora da Alemanha.






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